Entrevista com Eddie Silva

20/08/2011
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Imagem descaradamente roubada do http://www.spinoff.com.br/

Finalmente saiu a entrevista com seu Silva. Infelizmente por descuido meu o áudio está sofrível, mas vale a pena pela qualidade do que o Eddie diz nesta conversa. Para quem ainda não conhece o Eddie Silva recomendo que deem uma olhada em seu site: http://eddiesilva.com/

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Podcasts sugeridos pelo Eddie Silva:

Twit.tv

Escriba Café

Impressões Digitais

 

Comentados no programa:

Celso Rommel (youtube)

Prêmio Brasil Podcast

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Jota Fagner

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Jota Fagner é formado em filosofia e ciência da computação. Atualmente estuda Comunicação na Universidade Católica de Santos. É gestor do Blog do Clube do Choro, trabalha no Jornal ECOS e na Revista Segunda Leitura.


Tags: Eddie Silva, Entrevista, jornalismo, Podcast

17 Responses to Entrevista com Eddie Silva

  1. raneves on 22/08/2011 at 6:52 am

    uma pena o áudio n estar muito bom, adorei a entrevista! as criticas sobre podcasts que ficam copiando uns aos outros foi realmente algo que precisava de se dizer. De fato a gente vê podcasts como o Guanacast que é de informática, num formato de risadinha a todo momento e carta pra cá, carta pra lá… pelo amor de deus!!!

  2. fernando on 22/08/2011 at 11:41 pm

    OUTRO QUE NÃO CONSEGUI OUVIR, A VOZ DO ENTREVISTADO TRAVANDO ME DEIXA MEIO ZONZO. ESPERO PODER OUVIR O MESTRE NOVAMENTE AQUI.
    PARABENS.

  3. Eduardo Sales Filho on 25/08/2011 at 6:14 am

    Olá, Jota.

    Estou acompanhando o Mídias e Modos desde o seu início. O tema “podcast” me interessa muito e eu gostaria de ter comentando em todos os programas, mas você sabe que nem sempre isso é possível. Como escuto os episódios enquanto estou no trânsito esqueço o que queria dizer quando finalmente chego em casa. :-)

    Mas desta vez será diferente. Resolvi ouvir diretamente do PC e vou comentando enquanto escuto.

    Concordo que todos seguirem um mesmo formato não é legal e que sempre é interessante inovar, no entanto se considerarmos que podcast é uma mídia (e eu o considero assim) a padronização dos formatos não é de todo ruim, na verdade é até esperado. Rádio, TV, cinema, jornais… toda mídia existente no mundo tem um formato padrão que é seguido, copiado e adaptado. Por que com podcasts não pode ser assim?

    O formato americano deu certo nos Estados Unidos, mas não quer dizer que precisa ser assim aqui também. A TV americana é diferente da brasileira e ninguém pode dizer que ela não funciona ou “não pegou”. O próprio Maestro Billy defende uma certa padronização nos podcasts quando sugere que todos façam “a escalada” no início do programa avisando sobre o que aquele podcast vai tratar.

    Existem podcasts que criaram formatos novos, digamos assim. O pessoal do Baú Pirata tem um programa só pra ler e-mails, deixando o Piratacast focado apenas em discutir aquele tema. No Losties, eu e o PH levamos a opinião dos ouvintes pra dentro do programa montando a pauta da gravação com os comentários das pessoas. É legal testar e tentar formatos novos, mas sejamos sinceros, não existem tantas possibilidades assim. Vai chegar uma hora que um cast será parecido com outro, assim como uma novela é com a outra e um filme é com outro. O lance é você pegar este formato e deixar ele com a sua cara. Personalizar.

    Não acho que download é uma métrica válida. O número de downloads não indica de maneira alguma a qualidade de um podcast, pelo menos não separadamente. Isso é pensamento da “velha mídia”, (TV, rádio, jornal) que está acostumado a apenas falar e nunca ouvir de volta. Podcast, bem como blog, é midia social. O que desperta o interesse no ouvinte/leitor é exatamente saber que ele também tem voz. Ignorar isso é um erro tolo.

    O Eddie falou dos 20 mil leitores do jornal, mas como ele sabia que todo mundo lia o jornal mesmo? Poderiam ser vinte mil pessoas que compraram as edições mas não leram por qualquer motivo. Eu fui assinante de jornal durante anos, sem jamais lê-lo. Comprava apenas porque tinha cachorros em casa e eles faziam xixi nos jornais. Eu me informava na internet, TV, rádio… mas nunca com o jornal que comprava. Por isso a importância do feedback. Se o cara comentou em teu podcast dizendo o que achou, isso é sinal de que ele realmente ouviu. Essa métrica vale muito mais do que o número de downloads.

    Concordo que nem todo podcast precisa ser engraçado. Inclusive já discuti isso com outros podcasters. O Metacast, por exemplo, não é um programa de humor, mas isso não significa que não podemos rir. O povo brasileiro tem um senso de humor forte, gosta de dar risada e se divertir, mesmo quando fala sério. Todo mundo é assim. O William Bonner surpreendeu um monte de gente quando foi pro Twitter e mostrou que ele também é engraçado. Até o âncora do Jornal Nacional faz piada!

    Não tem como evitar ou fugir do senso de humor, mas é fato que esta não pode ser a única matriz em que um programa se sustenta. O conteúdo é importante sim.

    Porém, conteúdo sem forma, sem um esmero na qualidade técnica, não adianta. Ficará sempre limitado a um nicho. Tipo os “filmes de arte” que são vistos por alguns que acham tudo genial, mas que jamais terão o poder de influenciar as massas como um Spilberg, por exemplo. Podcast sem edição e com qualidade de audio ruim afugenta ouvintes. Não restam dúvidas quanto a isso. Vejam os comentários aqui mesmo nesse site. Em todo post tem um cara reclamando que não conseguiu ouvir porque a gravação tava ruim. A culpa é dele? Não. Se a gente tá fazendo um produto pros outros, temos de primar pela qualidade técnica o tempo todo.

    Discordo quando o Eddie disse que o nerdcast inibe a criação de novos podcasts. Muito pelo contrário! Tem um monte de gente que ouve e acha o programa tão foda que quer fazer um também. É exatamente daí que vêm as cópias faladas no início do programa.

    E discordo fortemente que quem faz podcast não deveria ouvir outros (ou alguns especificamente) podcasts. É exatamente o contrário. Quem faz podcast tem de ouvir muito. De preferência, TODOS! O podcaster precisa disso pra pegar referências, aprender o que funciona e o que não funciona, o que dá certo e o que dá errado. Não é para fazer cópia, mas aprender com a experiência dos outros.

    Qual o primeiro conselho que te dão quando você diz que quer ser escritor: Leia muito! O mesmo vale pra podcaster.

    Em relação aos efeitos e risadas inseridos na edição, vale lembrar que as claques de risadas funcionam na TV americana e nos programas de humor aqui no Brasil desde sempre. O rádio também faz isso, por que o podcast não pode?

    A alegoria de parar um filme no cinema pra passar propaganda não pode ser aplicada aos podcasts. No entanto, TV e rádio sempre interromperam a sua programação pra passar anúncios e a gente não reclama, já está até acostumado com isso. A diferença entre os casos é muito simples: você pagou pra entrar no cinema e assistir a um filme, já a TV e o rádio você pegou o sinal gratuitamente em sua casa/carro. Mas isso não quer dizer que esses programas não custaram nada pra quem os fez. Eles foram caros pra cacete! E o produto precisa ser sustentando de alguma forma, no caso com propaganda.

    Também acho cretino blipar nomes e marcas nos podcasts. Eu evito falar mal de empresas no programa porque não quero correr o risco de ser processado, mas não tenho problemas em elogiar algum produto ou serviço, mesmo quando não me pagam por isso. Porém, o próprio Eddie usou um exemplo disso citando o jornalismo da Globo. Os meios de comunicação fazem isso o tempo todo, porque os podcasts não poderiam? Não somos uma mídia também? Ficou parecendo que o podcast tem que ser sempre amador… na boa, esse papo de podcast de raiz, podcast moleque, podcast arte… não existe. Digo de novo, podcast é uma mídia e devemos levá-la a sério ou ninguém mais fará isso.

    Parabéns mais uma vez pelo programa e pela criação de um novo espaço para se discutir podcast aqui no Brasil. Fico no aguardo dos próximos episódios.

    Abraços,

    Abraços,

  4. Maycon, mais conhecido como Jabour_rio on 25/08/2011 at 8:03 am

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    Começando a ouvir o progrmaa agora por indicação do @eudardo_sales… Concordo com ele em tudo que disse, só não gosto das risadas fakes (mas isso é gosto pessoal)…
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    Lá no Piratacast a gente tá pouco se lixando pra dinheiro de patrocinador, por isso se tiver que falar mal ou bem falaremos… Mesmo quando rola um patrocínio, a gente não deixa de emitir a opinião sincera, pois se o anunciante contrata a nossa equipe é porque além da propaganda, quer a credibilidade que damos ao produto dele… Se propagandearmos uma bosta com sendo algo maravilhoso, quem perderá a credibilidade lá na frente seremos nós, e isso não fazemos!
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    Ouvirei o episódio aqui e volto mais tarde para mais opiniões… Ou não!
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  5. Ivan on 25/08/2011 at 8:16 am

    Cara, se você tem consciência de que o áudio não ficou bom , o mínimo que poderia fazer é gravar novamente, ou publicar em texto, obrigado pela intenção, mas espero mais de um site especializado.
    Não consegui ouvir até o final, sinto muito. parei aos 9 minutos.

  6. Ernesto Belote on 25/08/2011 at 10:47 am

    Não conhecia o Midias e Modos, cheguei aqui por ouvir falar desse episódio especificamente no tuí.
    Como fã inveterado de podcasts, resolvi dar uma conferida no conteúdo.

    Acompanhei a primeira onda do podcast nacional, e fico triste com a falta de alguns podcasts de baixo teor de edição e conteúdo com o qual me identificava muito como o Papotech, ElasPod, GuiLeite, Abobrinhas Digitais.
    Mas em compensação, gosto de muitos dos novos, e admiro alguns que se esmeram na tentativa de melhorar na pós produção.

    Concordo com muito do que o grande Eddie diz, principalmente sobre a sensação de mais do mesmo, ao ouvir vários podcasts seguindo a fórmula que deu certo.

    Mas a sensação é que o Eddie fala de maneira geral, mas propagando o gosto dele, o que não reflete a maioria, eu também sou contra leitura de comentários em podcast,
    mas já me senti muito feliz em ter um email meu lido pelos caras do podcast do qual sou fã. Então tudo precisa ser dosado.

    Vida longa e próspera a todos os fãs, e principalmente os guerreiros que são os podcasters.

    Cada um a sua forma deve buscar o seu lugar ao sol, com o tempo saberemos o que deu certo, que pode não ser exatamente o que eu prefiro hoje, mas espero que seja algo que me mantenha interessado nessa midia da mesma forma que hoje.

  7. Junior on 25/08/2011 at 10:54 am

    Bom debate sobre a mídia podcast mesmo eu discordando sobre alguns pontos, não conhecia o seu podcast Jota e ao chegar em casa hoje recebi uma intimação do Eduardo Sales, vulgo Dudu, para ouvir e comentar aqui.

    O principal ponto que eu discordo do que foi dito é que a mídia podcast está engessada em formato único, existe sim um padrão “mesa redonda” que é seguido pela maioria dos podcasters mas isso é um padrão que vem desda época do radio e funciona mas não impede que algo novo seja criado ou surja, existem vários podcasts no Brasil hoje com o formato solo ou musicais que não se enquadram na categoria “nerdcast” e, mesmo dentro dessa categoria surgem casts com novas abordagens dentro do mesmo padrão.

    O padrão é uma coisa natural quando o radio e até mesmo a tv surgiram ninguém sabia usar essas mídias e buscaram no teatro inspiração para produzir programação, como as radionovelas e os teleteatros por exemplo, com o passar do tempo a programação das duas mídias hoje é bastante diferente assim como foco e a abordagem, mas , ainda encontramos programações idênticas em ambos os formatos, novamente o padrão entrevista e mesa redonda.

    Não acho que devemos só seguir um formato mas da muito trabalho criar e manter um formato diferente, posso citar como referencia os formatos do piratacast, hoje temos três programas distintos e com media de publico diferenciado o formato piratacast é um bate papo entre amigos sobre temos de interesse dos participantes onde abordamos durante o cast um tema fixo, o formato papopirata que é um programa que conversamos com nossos ouvintes através dos comentários que eles colocaram nos posts dos cast durante o ultimo mês, e o formato diário de bordo que é um progama que fala dos nossos gostos pessoais sobre outras mídias como cinema e jogo e etc.

    Esses três formatos são feitos por 3 editores diferentes e três dinâmicas de produção e resultado final, em razão de um só editor não dar conta de produzir tanto material em pouco tempo. tanto que gostaríamos de ter mais formatos e temos projetos que estão engavetados por falta absoluta de tempo.

    Quanto a parte do bom humor durante o cast eu acho que isso é gosto pessoal do ouvinte é do podcaster, eu não consigo ouvir durante muito tempo podcasters sérios demais nem programas de humor, mas sei que eles tem a sua audiência e seu publico e não é por não gostar do formato que o formato não é bom é apenas um problema de gosto pessoal meu e eu não posso determinar o que as pessoas vão ouvir ou deixar de ouvir pelo meu simples gosto pessoal.

    A edição segue o mesmo principio, acho que um podcast com efeitos bem usados fica bem legal mesmo não os usando na minha edição, concordo com o Dudu que para poder entender e aprender sobre podcast você precisa ouvir e produzir podcast, se você não ouve se afasta até mesmo do público de podcast, parar de ouvir podcast para só produzir é como falar para um escritor para de ler para escrever ou cineasta para der ver filmes para dirigir, todos nós somo influenciados por uma tendencia ou um caminho, por isso eu acho que devemos continuar ouvindo sim e até ampliar a quantidade de cast que ouvimos assim como acho que devemos seguir o nosso caminho.

    O podcast é uma mídia por demanda e certos nichos só vão ser alcançados por um certo tipo de formato e se você não gosta desse tipo ou aquele não quer dizer que o formato seja ruim e sim que aquele formato não é para você, e por causa disso acho uma tremenda besteira a simples ideia de “Reeducação dos ouvintes de podcast”, amigos se juntarmos todos os ouvintes de podcast do Brasil hoje não devemos atingir um milhão de publico mensal que não representa nem 10% da população brasileira.

    A nossa programação de não tem dia nem hora para ser consumida estando disponível 24 horas por dia 7 dias por semana, o público escolhe o dia a hora e a ordem do que é como vai ouvir, pensar na ideia de “reeducação”parece uma padronização ao contrario onde vc padroniza o ouvinte e que vai gerar a padronização do podcast que ai sim vai ficar padronizado e engessado só tendo um tipo de audiência, acho que ao invés de pensar em reeducar o ouvintes temos que pensar em produzir cada vez mais podcast e tentar cada vez mais atrair mais público.

  8. raneves on 25/08/2011 at 11:03 pm

    Junior parece não ter captado a ideia, uma pena.

  9. Maycon, mais conhecido como Jabour_rio on 27/08/2011 at 11:46 pm

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    @raneves
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    Explique-nos a idéia então… Apreciaria muito um comentário construtivo!
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  10. Eduardo Sales Filho on 28/08/2011 at 3:55 am

    Fiquei com a mesma dúvida do Jabour… explica aí o que o Junior não teria captado, por favor.

  11. Marcelo Salgado on 28/08/2011 at 4:09 am

    Pela qualidade dos comentários, percebo que terei de ouvir. #meajudaAle

  12. Eddie Silva on 29/08/2011 at 3:48 pm

    Bom primeiramente queria elogiar o Jfagner pela iniciativa de divulgar o podcast por meio do Midias & Modos. Sempre dou maior apoio para qualquer iniciativa que divulgue o podcast, esta mídia que eu gosto muito.

    Infelizmente o audio não ficou legal e não saiu a minha conversa inteira com o Fagner o que provavelmente iria deixar os nervos do pessoal ainda mais a flor da pele :)
    Ao ler os comentários aqui vi que muitos discordaram do que eu abordei na entrevista. Isto é bom porque ajuda as pessoas discutirem ou refletirem para ajudar aos que não tem ainda uma opinião formada a formar a sua propria. Houve um tempo em que eu iria fazer o maior esforço de provar ou mostrar o que eu falei tem certa convicção ou peso. Hoje já não faço mais isto porque muitos dos podcasters já tem suas opiniões formadas e seria realmente cansativo ficarmos discutindo isto embora soe até sem sentido pois falei que discordar é bom para refletir e formar uma opinião :)

    Mas o problema maior e é comigo mesmo é que sempre que falo algo, acaba tendo outro sentido, não sei se é a tradução :) ou sei lá. Algo que falo ou acho que não tem nenhuma significancia, acaba tendo outras proporções e lá vou eu tentar me explicar.
    O Eduardo citou varios pontos que eu sinceramente não me lembro ter dito e outros que ele discordou de mim. Mais uma vez eu digo isto é ótimo e respeito todas as opiniões aqui postadas nos comentários.
    Não irei abordar todos os pontos que ele discordou porque levaria muito tempo eu ficar lendo e comentando mas alguns pontos merecem uma abordagem para quem sabe um melhor esclarecimento da minha parte que talvez não sube me expressar ou mostrar como eu penso e lógico não querendo provar que estou certo ou errado.

    Vamos lá:

    Eduardo: “Concordo que todos seguirem um mesmo formato não é legal e que sempre é interessante inovar, no entanto se considerarmos que podcast é uma mídia (e eu o considero assim) a padronização dos formatos não é de todo ruim, na verdade é até esperado. Rádio, TV, cinema, jornais… toda mídia existente no mundo tem um formato padrão que é seguido, copiado e adaptado. Por que com podcasts não pode ser assim?”

    Seu Silva: A padronização de formatos é ruim sim (esta é apenas a minha opinião) pois inibi a criatividade tanto no radio, TV, cinema, jornais e em toda mídia existente no mundo inclusive no podcast e acaba criando uma acomodação nestas áreas. O pensamento de muitos é: “pra que mudar o que tá dando certo”. Só que na realidade este “o que tá dando certo” é apenas para alguns que já estão em destaques e os outros que foram inibidos ou acomodados, tem o mesmo destino de muitos programas de radios, TVs, notíciarios, jornais e podcasts. Uma prova maior de que inovar é bom é a propria Apple em seus produtos. Quantos anos os fabricantes de Pcs usaram o “formato padrão” para pc, laptop, monitor e telefone. O que acontece quando alguém inova? Se for bom o produto terá o mesmo sucesso da Apple. Por isto sou contra este formato engessado que se criou no Brasil. Podcast que iniciam com frases onde só os participantes entendem ou sabem, leitura de email, risadas fakes e o resto de conteúdo sempre num formato obrigatorio de humor.

    Eduardo: “O formato americano deu certo nos Estados Unidos, mas não quer dizer que precisa ser assim aqui também. A TV americana é diferente da brasileira e ninguém pode dizer que ela não funciona ou “não pegou”. O próprio Maestro Billy defende uma certa padronização nos podcasts quando sugere que todos façam “a escalada” no início do programa avisando sobre o que aquele podcast vai tratar.”

    Seu Silva: Bom pelo que eu eu vejo pela internet, a TV brasileira copia e muito da TV americana. Não preciso nem citar jornalismo, talk shows ou programas matinais. Se a TV brasileira copiou o que deu certo na TV amaricana e está fazendo sucesso no Brasil, porque então os podcasters não copiam os podcasts americanos? Outro mito que eu vejo ou escuto é falarem que o podcast brasileiro é muito superior ao podcast americano. Eu entendo que alguns podcasts realmente tem um formato que deu certo e a edição é de tirar o chapéu. Mais muitos outros podcasts no Brasil que são gravados e alguns tem até o orgulho de levarem 20 ou mais horas editando, nos EUA o mesmo é gravado ao vivo, com ótima qualidade, com conteúdo sério, gravados por pessoas que não são do ramo em edição e o podcast mesmo sendo gravado ao vivo é disponibilizado muitas vezes em 30 minutos após a gravação ao contrário do Brasil que leva uma semana ou quinze dias para ir ao ar.
    Enquanto ao Maestro Billy defender a padronização nos podcasts com escaladas eu entendo realmente o que ele quer dizer e respeito a opinião dele.

    Eduardo: “É legal testar e tentar formatos novos, mas sejamos sinceros, não existem tantas possibilidades assim. Vai chegar uma hora que um cast será parecido com outro, assim como uma novela é com a outra e um filme é com outro. O lance é você pegar este formato e deixar ele com a sua cara. Personalizar.”

    Seu Silva: Eu sempre me pergunto será que algum dia vai terminar a criatividade das pessoas? Como os compositores conseguem criar tantas musicas onde muitos copiam o mesmo estilos mas outros sempre acabam criando algo novo que acaba virando hit e caindo na graça do público.
    Pra mim personalizar ou deixar com a sua cara é ser diferente. Ou seja eu concordo com a sua dica e você indiretamente está concordando comigo :)

    Eduardo: “Não acho que download é uma métrica válida. O número de downloads não indica de maneira alguma a qualidade de um podcast, pelo menos não separadamente. Isso é pensamento da “velha mídia”, (TV, rádio, jornal) que está acostumado a apenas falar e nunca ouvir de volta. Podcast, bem como blog, é midia social. O que desperta o interesse no ouvinte/leitor é exatamente saber que ele também tem voz. Ignorar isso é um erro tolo.”

    Seu Silva: Eu e muitas agencias de publicidades que tem como seus clientes, Ford e outras companhias usam sim o download como uma métrica válida. E realmente a qualidade do conteúdo do podcast não se pode medir pelos downloads. Eu por exemplo não gosto do Domingão do Faustão, acho um programa de baixa qualidade mas tem uma boa audiencia. Os anunciantes estão preocupados com esta audiencia. No caso dos podcasts aqui nos EUA, com os downloads.
    Eu (minha opinião) não vejo o podcast como mídia social. Eu não quero e nem tenho tempo de interagir com o Leo Laporte por exemplo. Eu quero ouvir o conteúdo que me interessa. Se em algum momento do programa eu achar que tenho algo relevante para contribuir ou comentar eu faço, mas não tenho nenhum compromisso com o podcaster. A minha parte ou a forma de pagamento que eu faço é baixar o programa e ouvir. E infelizmente eu vejo muitos podcasters ignorarem os ouvintes/leitores calando ou omitindo suas vozes. Realmente eles (ouvintes) sim são os tolos.

    Eduardo: “O Eddie falou dos 20 mil leitores do jornal, mas como ele sabia que todo mundo lia o jornal mesmo? Poderiam ser vinte mil pessoas que compraram as edições mas não leram por qualquer motivo. Eu fui assinante de jornal durante anos, sem jamais lê-lo. Comprava apenas porque tinha cachorros em casa e eles faziam xixi nos jornais. Eu me informava na internet, TV, rádio… mas nunca com o jornal que comprava. Por isso a importância do feedback. Se o cara comentou em teu podcast dizendo o que achou, isso é sinal de que ele realmente ouviu. Essa métrica vale muito mais do que o número de downloads.”

    Seu Silva: Quando falei 20 mil leitores realmente eu não sei do numero real mas eu acredito que deva ser 45 mil ao invés de 20 mil. O jornal aqui nos EUA é gratuito e o tamanho muitas vezes não dá para nem usar para o xixi do gato ou do cachorro. Aqui a maioria dos brasileiros moram com uma média de 4 pessoas na mesma casa. Já vi casos de terem 8 ou 10 brasileiros no mesmo apartamento. O jornal é distribuido nas lojas brasileiras. A pessoa tem que ir até a loja e buscar o seu exemplar no qual algumas vezes ele le no restaurante e joga fora ou leva para casa e compartilha com os outros moradores. Por ter notícias de interesse aos imigrantes como notícias de imigração, todos os brasileiros leem. Se você pegar um jornal que tem uma tiragem de 20 a 30 mil exemplares e é distribuido numa comunidade ontem existe milhoes de brasileiros, isto mesmo falei milhões e usar a métrica de 4 leitores por edição mutiplicado por 30 mil, voce chega a uma média de 120 mil leitores, simplesmente 100 mil a mais do que eu citei. Outro fator interessante é que por ser gratuito, o jornal é impresso de acordo com a demanda. Seria burrice você imprimir 30 mil e na realidade você precisasse apenas 5 mil. Então posso afirmar sem medo que os 20 mil leitores que citei estão bem abaixo da realidade e por ser um jornal semanal, varias vezes eram sim criadas “cartas de leitores” pois nesta mídia velha ainda se acredita que mais vale ter um leitor dando feedback do que saber que tem 100 mil leitores toda semana. (Ficou cansativo esta parte :( sorry)

    Eduardo: “O povo brasileiro tem um senso de humor forte, gosta de dar risada e se divertir, mesmo quando fala sério. Todo mundo é assim. O William Bonner surpreendeu um monte de gente quando foi pro Twitter e mostrou que ele também é engraçado. Até o âncora do Jornal Nacional faz piada!”

    Seu Silva: Legal acho bacana mesmo as pessoas mostrarem o outro lado delas fora do trabalho e continuando a ter sucesso quando são sérias ao entrarem no ar ou no seus programas. Não me lembro de ter criticado as pessoas serem humuradas, o que eu (minha opiniao) não gosto é um podcast engessado, por exemplo sobre ração de cachorro com risadas fakes e forçadas e piadas internas. Quero ouvir um podcast sério (não quer dizer que as pessoas não possam rir) sobre ração de cachoro. Não precisa ser bate papo de bar, pode ser sim um bate papo num painel com pessoas sérias.

    Eduardo: “Podcast sem edição e com qualidade de audio ruim afugenta ouvintes. Não restam dúvidas quanto a isso. Vejam os comentários aqui mesmo nesse site. Em todo post tem um cara reclamando que não conseguiu ouvir porque a gravação tava ruim. A culpa é dele? Não. Se a gente tá fazendo um produto pros outros, temos de primar pela qualidade técnica o tempo todo”

    Seu Silva: Eu mesmo reclamei do audio e por mim nem estaria no ar mas mesmo com audio ruim acredito que muitos conseguiram entender basta ver pelos comentarios discordando de mim :)
    E sim é possivel fazer um podcast sem a necessidade de 20 horas de edição. Não vou citar os podcasts do Leo Laporte porque é covardia mas no iTunes tem muitos podcasts que são gravados LIVE e colocados no ar em seguida. Mas cada um tem o seu modo de trabalhar e admiro sim as pessoas que zelam pela qualidade gastando horas e horas em edição.

    Eduardo: “Discordo quando o Eddie disse que o nerdcast inibe a criação de novos podcasts. Muito pelo contrário! Tem um monte de gente que ouve e acha o programa tão foda que quer fazer um também. É exatamente daí que vêm as cópias faladas no início do programa.”

    Seu Silva: Cada vez que falo deles dá confusão :) Eu aprecio o trabalho deles, eles merecem todo o sucesso que tem. E eu tenho medo do NERDPOWER :) O servidor do Prêmio podcast sempre ‘bengava’ quando os ouvintes deles começavam a votar todas as sextas-feiras.
    Mas quando falei que eles inibiram muita gente, é uma realidade. Eu mesmo parei de gravar porque minha qualidade nem se comparava com a deles. Não vejo isto como uma crítica a eles e sim um elogio a qualidade que eles prezam. Agora as pessoas que imitam ainda eles, bom elas já sabem o que eu penso :)

    Eduardo: “E discordo fortemente que quem faz podcast não deveria ouvir outros (ou alguns especificamente) podcasts. É exatamente o contrário. Quem faz podcast tem de ouvir muito. De preferência, TODOS! O podcaster precisa disso pra pegar referências, aprender o que funciona e o que não funciona, o que dá certo e o que dá errado. Não é para fazer cópia, mas aprender com a experiência dos outros. Qual o primeiro conselho que te dão quando você diz que quer ser escritor: Leia muito! O mesmo vale pra podcaster.”

    Seu Silva: Nesta parte eu fiquei triste pelo Jfagner não ter feito uma transcrição escrita da entrevista. Se não me falha a memória eu fui bem claro em dizer: “Não escute varios podcasts antes de gravar o seu pois você acabará usando bordoes ou citando algum assunto.”
    Citei o meu caso que evitava ler algo de algum escritor quando eu tava escrevendo. Infelizmente mais uma vez o que eu disse foi entendido fortemente de forma erronea :(

    Eduardo: “Em relação aos efeitos e risadas inseridos na edição, vale lembrar que as claques de risadas funcionam na TV americana e nos programas de humor aqui no Brasil desde sempre. O rádio também faz isso, por que o podcast não pode?”

    Seu Silva: O Dudu tá quase me convencendo a discutir mais seriamente :) Eu passo esta parte pois sei que também será cansativo para os leitores a minha explicação. Pelo teor da minha entrevista e pelos meus comentarios aqui todos podem imaginar o que eu penso sobre isto. Next!

    Eduardo: “A alegoria de parar um filme no cinema pra passar propaganda não pode ser aplicada aos podcasts. No entanto, TV e rádio sempre interromperam a sua programação pra passar anúncios e a gente não reclama, já está até acostumado com isso. A diferença entre os casos é muito simples: você pagou pra entrar no cinema e assistir a um filme, já a TV e o rádio você pegou o sinal gratuitamente em sua casa/carro. Mas isso não quer dizer que esses programas não custaram nada pra quem os fez. Eles foram caros pra cacete! E o produto precisa ser sustentando de alguma forma, no caso com propaganda.”

    Seu Silva: Me desculpa mas talvez seja o cansaço e não me lembro desta parte. Mas nunca fui contra a propaganda nos podcasts. Outra hora com mais calma posso abordar este assunto.

    Eduardo: “Também acho cretino blipar nomes e marcas nos podcasts. Eu evito falar mal de empresas no programa porque não quero correr o risco de ser processado, mas não tenho problemas em elogiar algum produto ou serviço, mesmo quando não me pagam por isso. Porém, o próprio Eddie usou um exemplo disso citando o jornalismo da Globo. Os meios de comunicação fazem isso o tempo todo, porque os podcasts não poderiam? Não somos uma mídia também?”

    Seu Silva: Escrevi isto em meu blog sobre o risco do podcast brasileiro se tornar um “enlatado” Deve ser já o sono pois não consigo mais entender, uma hora você defende o podcast como uma nova mídia e no mesmo comentário defende a cópia ou o mesmo formato das mídias velhas. Desculpa aí mas tem certeza que este seu comentário não é algum ataque a minha pessoa? :) Pois tá parecendo respostas dadas a opinioes emitidas por mim a muito tempo e parece que esta entrevista foi uma deixa que faltava para falar. Ou é o sono mesmo. Sorry :(

    Eduardo: “Ficou parecendo que o podcast tem que ser sempre amador… na boa, esse papo de podcast de raiz, podcast moleque, podcast arte… não existe. Digo de novo, podcast é uma mídia e devemos levá-la a sério ou ninguém mais fará isso.”

    Seu Silva: Aqui Dudu no finalzinho que eu fui notar que o verdadeiro motivo deste todo seu comentário seria me atacar ou criar algum mimimi :) mas relex levei na boa e espero que você também me leve na boa.
    Não me lembro de ter falado que podcast precisa ser amador, podcast de raiz ou moleque, este infelizmente é um discurso muito usado nesta “nova” geração para atacar ou provar aos antigos que estavamos errados ou sei lá. Tudo isto realmente é besteira. Os velhos aprenderam muito com os novos e alguns novos quem sabe aprenderam um pouco com os velhos.
    Voce realmente teve muito tempo para criar este enorme comentário abordando ponto por ponto e eu infelizmente não tive o mesmo tempo ou paciencia :( para refutar ou discutir todos os pontos abordados. Eu respeito a sua opinião e a de todos que concordarem com você nos proximos comentários.
    Peço desculpa a todos se mais uma vez de alguma forma acabei insultando alguém na entrevista ou neste comentário pois não foi e nunca será o meu objetivo. Os que me conhecem bem sabem o respeito que tenho por todos e por esta mídia que é podcast. Eu li outros comentário mas não irei aborda-los pois por aqui quem teve paciencia de ler até o fim e mais com a minha entrevista deve ter notado o que eu penso.
    Agradeço ao Jfagner mais uma vez pela oportunidade da entrevista, infelizmente o audio não ficou bom e não estava completa. Desejo sucesso ao Fagner por este projeto dele e peço desculpa ao Eduardo caso eu sem querer tenha escrito algo que lhe desagrade ou tenha usado falta de respeito.

    Abraços a todos e VQV

  13. jotafagner on 30/08/2011 at 3:15 am

    Todas as entrevistas gravadas para o Podcast Mídias e Modos serão transcritas e suas transcrições serão publicadas aqui. A intenção é compilar todas elas num único ebook que sirva de introdução para quem estiver começando nesta mídia. Peço desculpas ao Seu Silva se a transcrição ainda não está disponível, mas é que o trabalho aqui no blog acaba entrando em conflito com minhas outras atividades como meu emprego e a faculdade.
    Algumas pessoas devem ter notado que no momento não estão sendo postados muitos artigos aqui, exatamente por causa dessa falta de tempo.
    Acredito que esteja acontecendo, sim, certo ruído de comunicação na interpretação de algumas coisas. Ficou parecendo que temos algo contra o RapaduraCast ou o NerdCast ou o PapodeGordo, quando, na verdade, eu particularmente sou fã de todos eles. O que me incomoda (e acredito que seja também o caso do Seu Silva) são as caricaturas mal feitas destes programas.
    Quantos podcasts de temática nerd você suporta? Quantos podcasts falando de Guerra nas Estrelas, Jornada nas Estrelas, filmes de Sessão da Tarde, lembranças da época da faculdade?
    Talvez seja eu que me tornei chato e ranzinza, mas acho que o podcast dá um poder muito grande aos reles mortais (como é o meu caso) que não teriam onde publicar suas opiniões sem uma concessão. E como estamos aproveitando este canal? Copiando os programas que já conquistaram alguma identidade.
    Já perdi a conta de quantos podcasts ouvi em que os membros repetiam as frases de efeito ou as expressões mais usuais do NerdCast. E não estou falando de citação, era uma clara tentativa de ficar parecido. Já ouvi programas onde um dos membros imitava a risada do Azaghal (não estou brincando).
    Talvez seja apenas eu, mas estou meio cansado de tudo isso. Volto a dizer: não estou criticando os originais, mas suas cópias mal feitas. Os temas são infinitos, mas para fazer um programa sobre determinado assunto é preciso conhecer esse assunto. Quando a molecadinha resolve fazer um podcast o primeiro desafio é escolher um tema que se tenha um mínimo de conhecimento e aí acaba caindo para mais um programa sobre videogames, sessão da tarde, história em quadrinhos ou afins.
    Não acho que o humor em si seja um problema, na verdade é até muito válido para fixar melhor uma informação. O que me incomoda é o humor forçado, as piadas forçadas, as risadas forçadas/gravadas, o excesso de barulho que até atrapalha a qualidade do áudio.
    Acho muito válido que cada um tenha exposto aqui seus pontos de vista. Assim, talvez, possamos chegar a um denominador comum.

  14. Eduardo Sales Filho on 31/08/2011 at 2:33 pm

    Eddie,

    Um monte de gente comentou a sua entrevista, mas já que a sua resposta foi diretamente pra mim, então me sinto na obrigação de te responder de volta.

    Vamos lá:

    Não estou defendendo que todo podcast deve ser igual, o que estou falando é que uma padronização é natural. Usando uma metáfora bem brasileira, muitas emissoras de TV tentam superar a Rede Globo, mas nenhuma consegue. A Record foi a mais recente, inclusive copiando até mesmo o formato de novelas e noticiário se revezando toda noite. O SBT, por sua vez, já tentou isso no passado e não deu certo, mudou de ideia e segue fazendo as coisas do seu jeito. Nem Record nem SBT conseguiram tirar o primeiro lugar da Globo apesar de tentarem isso de formas distintas, mas nenhuma das duas estava errada. Ambas se inspiraram na “líder de audiência” na hora que estavam definindo seus formatos. Isso é natural e válido.

    Não existem tantas opções inéditas e geniais de formatos para rádio/TV/podcast. Existem “templates” que podem ser personalizados. De tempos em tempos alguém vai descobrir um novo template que também será copiado e usado de inspiração por outros. Se esses “outros” tiverem um mínimo de talento, eles vão conseguir criar algo com a sua cara e conquistar seu lugar ao sol.

    O que acho errado dessa argumentação que você e o Jota defendem, é que fica parecendo que os podcasts novos que seguem estes templates são inferiores só porque estão fazendo isso, sendo que na real eles ainda não descobriram o que estão fazendo.

    Um podcast está em constante evolução, seu formato vai se refinando com o passar dos anos. O Papo de Gordo que saiu hoje é MUITO diferente do meu primeiro episódio lançado há três anos atrás onde eu copiava o formato que os podcasts de sucesso usavam. O meu programa evoluiu à medida que fui aprendendo como essa mídia funcionava e entendendo as suas possibilidades.

    Eu e você concordamos que ao personalizar um formato existente, estamos sendo criativos… só que ninguém consegue ter a grande ideia genial do nada. Inspiração é o menor dos elementos para a criação de algo, antes a pessoa tem de suar muito trabalhando.

    Você diz que a solução pro podcast nacional dar certo é imitar o americano… isso não seria PADRONIZAR o formato para o que você acha certo? Nesse caso a padronização é válida?

    Falando sobre a TV, uma pequena correção, a TV brasileira é baseada no rádio nacional. O formato de novelas, programas de auditório e correlatos. O jornalismo é mesmo parecido com o americano, mas isso é porque a CNN PADRONIZOU (olha a palavra feia) a forma de se fazer jornalismo no mundo todo. Alguns programas, como o ótimo A Liga (Band) fogem desse formato de telejornal típico, mas é um dos poucos casos.

    Eu sei que agências levam o número de downloads como critério, sou publicitário e trabalho com isso. Porém, como bom profissional que sou, trato de avisar aos meus clientes que o número de downloads é APENAS UMA das métricas que devem ser avaliadas. O poder de mobilização do público é outra e que, em tempos de mídia social, tem se tornado cada vez mais relevante, bem como a segmentação do público e diversas outras coisas que não cabem citar aqui para não desviar demais do assunto. Porém, se você não acha que podcasting é mídia social (assim como blog, Twitter, vlogs) então não vou mais me aprofundar nisso, pois seríamos dois velhos ranzinzas discutindo sem jamais conseguir chegar a um acordo.

    Também acho errado tratar mal o ouvinte. Não entendo porque tantos podcasters fazem isso, mas não estou aqui para julgá-los, quem tem de fazer isso é o público deles. Só posso deduzir que, se a pessoa continua a escutar depois de se sentir ofendida por algo dito no podcast, é porque ela gosta.

    Não vou me aprofundar na sua explanação sobre o jornal e seus 20 mil leitores porque não tenho conhecimento o bastante da situação para declarar a minha opinião.

    Em relação a questão do humor, também não acho que todo podcast deveria ser engraçado, mas não vejo motivo pra fazer esse cavalo de batalha. A maioria é assim porque segue a “demanda do mercado”, mas ótimos programas como o Visão Histórica, Máquina do Tempo, Jotacast e o próprio Rapaduracast não são podcasts engraçados, mas em alguns momentos a gente ri de uma ou outra coisa.

    Frases definitivas me incomodam. Quando é insinuado que podcast engraçado, com bloco de e-mails e todo o resto do formato já discutido acima, são apenas cópias baratas e inferiores, fica a impressão que nós somos os detentores da sabedoria suprema e decidimos o que as pessoas podem ou não podem fazer para se tornar “relevantes”. Isso não é legal. Não gostava disso quando eu era o novato na área e não me sinto confortável neste papel agora que estou do “lado de cá”.

    O Eddie disse que ficou inibido e parou de produzir podcasts por conta da comparação com o Nerdcast… eu acredito, de verdade, mas sei que pra maioria acontece o inverso. Por conta do Metacast, um monte de aspirantes a podcasters entra em contato comigo semanalmente, dizendo que conheceram o programa agora e que querem fazer um podcast também. Todos eles resolveram criar o seu próprio programa porque eram fãs do Nerdcast e/ou Rapaduracast/Guanacast/Monacast/Papo de gordo. Todos. Ter um programa bom não inibe as pessoas, muito pelo contrário, as motiva a trabalhar pra se tornar ainda melhores.

    Sobre a questão de escutar outros podcasts, se foi um mal entendido que não ficou claro no audio, então tá tudo certo. Passemos adiante.

    E pra finalizar… Eddie, eu te adoro, de verdade. E respeito muito toda a sua paixão pela mídia podcast, mas fica complicado discutir alguma coisa contigo porque sempre que alguém discorda de ti, você entra automaticamente no modo coitadinho, incompreendido e perseguido. Aí não dá mais pra conversar.

    Eu larguei mão de discutir nos posts sobre podcast em teu blog quando percebi isso no auge de uma dessas declarações polêmicas que você deu. Havia esquecido porque fiz isso, mas já lembrei.

    Então fica assim, a gente concorda em discordar. Você gosta dos podcasts americanos e eu dos nacionais. Você não acha que os comentários são importantes e eu acredito que podcast é mídia social. Beleza. Fim de papo.

    Abraços,

  15. Eduardo Sales Filho on 31/08/2011 at 2:40 pm

    Jota,

    Não vou escrever um novo mega comentário pra você porque acabaria repetindo parte das coisas que disse no reply pro Eddie, mas quero comentar só uma coisa.

    O Rapaduracast já foi uma “cópia barata” de um programa de rádio. O Guanacast já foi uma “cópia barata” do Rapaduracast, e o Papo de Gordo já foi uma “cópia barata” dos dois programas acima citados.

    Os três podcasts foram criados se inspirando em algo que já existia, mas evoluíram e traçaram seus próprios caminhos, definindo seu formato e ganhando uma cara própria. De onde você tira esta certeza que todas as atuais “cópias baratas” não têm potencial para ser muito mais do que isso?

    Abraços,

  16. jotafagner on 01/09/2011 at 1:29 am

    Eu sei de tudo isso, Eduardo. Em que momento eu disse ter ceteza de algo e em que momento eu disse que “todas as atuais “cópias baratas” não têm potencial para ser muito mais do que isso”?
    Acredito que está havendo um ruído de comunicação.
    Em momento nenhum eu questionei a questão da inspiração. Se tiver paciência leia novamente o que eu escrevi e perceba que não estou falando disso.
    Forte abraço, e obrigado por comentar!

  17. Eddie Silva on 01/09/2011 at 11:02 pm

    Olha Eduardo eu tb te respeito muito e por isso nem vou responder todo o seu comentário porque ja saiu fora de todo contexto que falei e escrevi. E ainda tenho que ouvir que me faço de coitadinho para outros terem pena de mim.  É brincadeira.
    Eu escrevi direcionado pra voce pq voce discordou de toda minha entrevista e até aí ñ é novidade e eu quis apenas clarear algumas coisas que voce escreveu porque não era o que eu disse, ou seja colocou palavras que eu não falei como por exemplo a velha ladainha do podcast de moleque e tal. Dei apenas a minha opinião. Se você ñ concorda ou não o problema não é meu e sinceramente e com todo respeito nem vai fazer mudar a minha vida. 
    Citei que nao ia responder a outros diretamente (os que concordaram com vc pq seria cansativo ficar respondendo a mesma coisa)
    Agora quando chega num ponto onde voce fala: Fica com seu podcast americano que eu fico com o nacional e papo encerrado mostrando que vc está certo e não arreda o pé e dando a mesma impressao que eu sou o dono da verdade e nao mudo de opiniao. Isto realmente é uma pena. 
    Sempre fui aberto a debate desde que as duas ou demais partes tenha a mesma chance de debater o assunto. Lendo o seu comentario novamente vejo que algumas palavras minhas foram distorcidas para provar que o seu ponto está certo. Tudo bem não vou ficar aqui de novo explicando o que eu quis falar pq sinceramente nao tenho tempo e paciencia. Ainda bem que nao sou só eu pq as palavras do Fagner tb foram distorcidas.
    Pode ficar com o seu podcast nacional, pode ficar com a sua midia social e pode ficar com tudo que vc quizer. Só nao fique com pena de mim pq isto eu nao preciso e nrm quero.
    Abs e [Coitadinho Mode ON] Desculpe a todos aí, deveria mesmo ter ficado no meu canto quieto do que ter expressado a minha opinião que pelo jeito não interessa ninguem aí do Brasil. 
    [Coitadinho Mode OF] 

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